quarta-feira, 9 de março de 2016

Escritor Manuel Rui: "Escrevo sobre o riso por cima da lágrima"

Isaquiel Cori

Autor da letra do hino da República de Angola, Manuel Rui é um dos escritores mais prolíferos e versáteis da sua geração. Pontificam na sua já vasta obra a novela "Quem me dera ser onda", o romance "Rioseco" e a série de cadernos poéticos "Onze Poemas em Novembro". Este ano publicou, entre outras obras, o romance "A Trança" e o livro de contos "Quitandeiras e aviões". Na entrevista que se segue, Manuel Rui revela aos leitores do jornal Cultura a poética subjacente à sua criação ficcional, comenta situações da realidade social e histórica do país e fala de aspectos até aqui pouco conhecidos da sua biografia.  A dado momento o escritor afirma: "falo alto e grosso: tenho uma maneira minha de fazer ficção".

Jornal Cultura – O que o exercício da escrita representa para si? Gozo? Angústia? Refúgio?
Manuel Rui - Representa apenas tudo. O favo, o voo da abelha e o mel. Escreve-se porque primeiro se gosta de escrever, em segundo porque se sabe, em terceiro porque se pretende um relacionamento com quem nos lê. É uma espécie de relação quase erótica: escrevo, tenho o prazer de escrever e depois quero que me devolvam esse prazer através da leitura. O mesmo que palmas e tambores para um contador oral, um griô. Obviamente, pode-se escrever por encomenda, por necessidade, por mil e uma razões, o importante é que se tenha talento. Os grandes monumentos, as grandes obras de arte, foram encomendadas e nem por isso deixam de ser obras de arte. O que está em causa sempre para se escrever é o talento, a opção de como se escreve, porque se sabe que essa opção é nossa e porque se sabe escrever. Eu diria, como alguém disse, há muita gente que escreve e alguns escritores. Tem uma coisa lá no fundo do pôr-do-sol: gente com talento, por aí perdida,  não sabendo ler nem escrever… e às vezes vendendo jornais…
JC – O talento, sobretudo no caso dos que escrevem ficção, tem de ser acompanhado com auto-disciplina, auto-organização?
MR – Isso é outro ângulo. Se me fizerem a encomenda de um texto, um ensaio, para uma revista, de borla por paixão ou a pagar, eu escrevo na hora. Não tenho a autodisciplina de escrever todos os dias, infelizmente. Escrevo quando tenho mesmo vontade e prazer de escrever. Repare nesse pormenor: eu escrevi o romance “A Trança” e quando acabei, de alegria, escrevi um poema dedicado ao livro; é uma espécie de êxtase daquilo que havia feito.
JC – A partir do momento em que começa a escrever, o livro já pré-existe na sua cabeça?
MR – Há várias maneiras de eu começar. Numa, o livro já está todo na cabeça mas depois pode sofrer alterações. Já houve personagens minhas que tinham um percurso definido, começaram a libertar-se desse percurso, a soltar-se, a fazerem o que queriam, que eu tive que as matar. As personagens começam a libertar-se, o livro começa a ser ele próprio, a ter a sua própria existência como se não fosse feito por mim. Há outros livros que começo a escrever sem saber aonde vão acabar. O “Quem me dera ser onda” não tinha estória, ela foi andando por si, foi-se soltando. A mundividência era tal, tinha tanta coisa à volta que foi uma espécie de chuvada que fez aumentar um caudal de um rio que eu ainda não sabia qual era a foz. E, verdadeiramente, não teve foz, porque o livro é aberto.
JC – “Quem me dera ser onda” captou uma vibrante realidade social, que hoje já se pode considerar histórica. Olhando à volta dá para pensar que aquela realidade social continua aí, ou tende a reemergir?
MR – Penso que não é ou nem é tanto isso. É um canto de esperança, é a visão de um futuro que se avizinha com classes dominantes, como é o caso do cipaio terrível que maltrata os filhos, hostiliza a mulher por causa da carne (a metáfora da riqueza). Por outro lado, é o princípio de qualquer coisa que nos marcou, que foi a ideologia do marxismo-leninismo, que a maioria não sabia o que era mas se tinha a ver com liberdade, igualdade, já era qualquer coisa de bom. Parecia que se pretendia uma sociedade meritocrática. Depois vai chegar o momento, depois do “Quem me dera ser onda”, em que se deitou pela janela fora a ideologia marxista mas ficou-se com algumas esquizofrenias que vieram do Leste, de tipo stalinista: fenómenos como a DISA, a perseguição política, os editoriais permanentes na Rádio Nacional, etc., a que “Quem me dera ser onda” sub-repticiamente faz referência quando o porco é obrigado a ouvir tudo o que a Rádio Nacional dá, porque o patrão lhe colocou os auscultadores nos ouvidos. O livro inicialmente não conseguia sair e foi posto num concurso (Prémio Sagrada Esperança) com aquelas regras do envelope fechado com a identidade do autor. Teve outros tropeções até conseguir ser publicado com a imposição de que tinha que vir com um prefácio a dizer que o livro era contra a pequena burguesia. Vivia-se esse absurdo, ninguém se interrogava: se havia uma pequena burguesia aonde estava a burguesia?
JC – No seu livro “Crónica de um mujimbo” a questão da DISA parece emergir, mas a novela acaba em suspense, como se fosse continuar num outro livro.
MR – Continuação? Estragava a estória. Não pretendo estragar o livro, que não é um seriado nem uma telenovela. Eu jogo muito com o fim em aberto. A abordagem não é sobre a DISA mas sobre o secreto e sua epistemologia. A DISA foi uma instituição. O secreto é uma categoria de preservação e reserva do conhecimento.   
JC – O livro tem personagens que estão dentro de uma estrutura que vela ou cuida do que é secreto.   
MR – O secreto pode não ser necessariamente tratado por uma polícia. Entre nós tudo o que é secreto, por causa da tradição oral, passa de boca em boca depois de passar pelos dedos das que escrevem nas máquinas, dos carimbadores e ouvidos dos motoristas.  E quando atinge um determinado nível quantitativo de transmissão deixa de ser secreto para ser um mujimbo. Por isso é que quando as pessoas dizem que corre aí um mujimbo que fulano vai cair do ministério tal, dá certo: houve um despacho que foi assinado e que foi transmitido de boca em boca.
JC – Há em toda a sua obra, a par de uma solidariedade orgânica com os mais pobres e aqueles cuja voz raramente se faz ouvir, um olhar para as realidades sociais que faz lembrar um sociólogo. O escritor consagrado que é terá abafado o sociólogo que poderia ter sido?
MR – Estou solidário com os pobres, os despossuídos e oprimidos de tanta maneira e feitio. Mas não sou contra os ricos. E só os ricos, neste sistema, que são poder, podem decidir de forma a que os mais pobres passem para a figura dos menos ricos, como acontece mos países nórdicos. Escrevo sobre o ser e o estar. Sobre as coisas mais antigas, o sol, o mar ou as estrelas. Sobre a vida e suas tranças. Sobre cada cabelo de trança. Sobre o riso por cima da lágrima. Escrevo como penso e principalmente pelo gosto da forma como escrevo, dando um determinado sentido àquilo que escrevo. Veja que mesmo no “Quem me dera ser onda” há ricos e não apenas pobres. A trilogia de livros sobre o Huambo, “O Manequim e o piano” “A Casa do Rio”, “Janela de Sónia”, o apogeu desta obra, por exemplo, é com aqueles novos ricos que vêm do nada, foi pela guerra que eles se tornaram ricos. O meu olhar é o do escritor. Acima de tudo entendo-me na poética da minha ficcionalidade. Falo alto e grosso: tenho uma maneira minha de fazer ficção. Também muito ligada à música. Daí os meus versos serem musicados e interpretados por artistas de primeira água…incluindo a selecção de basquetebol…
JC – Como define essa marca da sua ficção?
MR – É a forma como eu escrevo, fazendo uma aproximação com a oratura, com a fala. Escrevo parágrafos com diálogos lá dentro. É um drama com os revisores de algumas editoras a mandarem o texto para trás dizendo que está gramaticalmente errado. Faço uma escrita minha, própria, específica. Não estou a narrar estórias, estou a contar estórias como se cada leitor fosse um ouvido íntimo da minha voz. Estou a contar estórias usando os símbolos da escrita, que foram inventados exatamente para isso, símbolos que representam sons. Sons para falar.
JC - Alguém afirmou que em termos temáticos Manuel Rui fez a transição completa para a pós-colonialidade. Concorda com essa afirmação?
MR - Foi o professor, escritor, meu amigo, Gaivão. Escreveu um livro sobre a minha obra. Mostrou-me antes de o publicar. Disse-lhe que não sou de pós-colonialidade nenhuma. Colonialidade tem um sentido diferente de colonialismo. É quase identitário. Acontece que a minha ficção e poesia antes da independência não têm marcas de colonialidade para depois se falar em pós-colonialidade. É discutível até para os académicos… 
JC – Pesa muito no Manuel Rui a consciência de pertença a uma geração?
MR – Sim. A minha geração lutou contra o fascismo, contra o colonialismo, viu o fascismo português cair e fez a independência.
JC – A sua geração, pelo menos nos primeiros anos da independência, cuidou mais de fazer uma abordagem literária das realidades urbanas, do que do campo…
MR -   É no campo, ou no interior, onde a guerra civil teve uma intensidade diferente. Foi o caso do Huambo. Fiz uma trilogia de livros (romances) sobre o Huambo. E há também o “Rioseco”, que toca o universo todo da Nação, que faz uma profecia de que as águas do rio vieram ter ao mar e eram águas do mesmo povo e da mesma Nação, contrariando a guerra, que nós próprios inventamos por nos ter sido encomendada. Mas também eu posso escrever um grande livro angolano sem falar nem da cidade nem do campo. Tudo depende da imaginação do autor. 
JC – O propósito de MR não é apenas entreter o leitor? Tem sempre um propósito ideológico estratégico além do mero contar de estórias?
MR – A ideia é contar estórias boas. A obra de arte serve para a gente se deleitar. Um deleite pessoal, direto. Há quem diga que hoje já não é possível ler um livro de 200 páginas sem fazer muitas paragens. Há uma sobrecarga pior que a do ozono. É a mídia e as manipulações de que fala o maior e mais velho sábio do mundo, Chomsky.
JC – A maioria dos críticos destaca como uma das características da escrita do MR a ironia. Essa ironia é trabalhada ou é intuitiva? 
MR -  Eu gosto do humor e da ironia e penso que sei mexer com isso. É uma maneira de estar no mundo e de olhar para as coisas. Manuel Ferreira escreveu na badana da primeira edição de “Regresso adiado”, tratar-se de uma ironia chaplinesca, como a dos palhaços do circo que fazem rir e chorar. Você repare no “Quem me dera ser onda”. Toda a gente diz que riem muito mas afinal as gargalhadas são atravessadas pelo sofrimento de uma mãe ante a tirania do marido, pela maneira fascista como é tratada a professora e pela morte de Carnaval da Vitória no apogeu da reflexão. A camarada que acabara de dactilografar o manuscrito a entregar-me em pedido de lágrima, “camarada doutor não mate o porco. Porquê que matou o porco?” Estava emocionado com a morte de Carnaval da Vitória. Olhava pela janela e via o mar, desta vez, com as águas perplexas, eu sentia-me incinerado, cinzas ao mar na espectativa de já sem vida experimentar todas as infinitas sensações de ser espuma…
JC – Falemos do romance “A Trança”. A trança é descrita, literalmente, como a da cabeça de Citula (Maria) mas também parece significar algo mais vasto. A linguista Amélia Mingas referiu-se a ela (trança) como Angola e o emaranhado dos seus problemas. Afinal, a que remete a trança?
MR -  Interessante e profunda a observação. Acho que nunca escrevi sem a paixão do silêncio dos ruídos que são ocupados por cada palavra como lugar de música para dança das personagens que eu não quero que sejam, quero que sejam pessoas, desta vez, do desconhecido, do transcendente A Trança remete a todo o entrançado do nosso povo, das identidades coletivas, dos nossos cheiros do mato, de outros contextos culturais como a música, a dança, simbologias e o amor que se faz no meio do capim como eu fazia no fim da minha adolescência.
JC – Disse publicamente que escreveu “A Trança” num período em que esteve muito doente. A ideia da morte iminente terá influenciado a opção da busca das raízes e da espiritualidade por parte da personagem Citula? 
MR - Doente e sem massa para incineração e comba! Mas foi mais o estado de paralisação. Eu já tinha a estória na cabeça para agarrar a espiritualidade popular, fenómenos de transcendência que costumam ser reservados aos europeus que os trouxeram para cá, caso dos milagres cristãos. Eu estive paralisado das pernas. Entrei na clínica em carro de rodas. Fiquei três horas na clínica, e, quase sem me fazerem nada, mandaram-me para casa com dois quilos de Paracetamol. Cheguei a casa, deitei aquela trampa fora e despiorei sozinho. A Clínica era tão boa que não me conseguiu matar.
JC – Preocupa-o muito a ideia da morte, a possibilidade, ou melhor, a certeza, de que vai morrer?
MR – O que me preocupa não é a morte, é o fim da vida. Nunca ninguém que morreu veio dizer como é a morte. Quando a gente acaba, acaba a vida. Claro que me preocupo, obsessivamente, às vezes, porque sendo tudo finito, só o fim da vida é infinito. Quando a pessoa acaba, acaba para sempre.
JC -  Há momentos atrás veio à nossa conversa a DISA. O que é que a DISA significou para si?
MR – Correspondeu a um momento histórico e foi fruto da situação de guerra que se vivia. Depois houve um desaperfeiçoamento da ideia. Isso aconteceu em todas as sociedades que viveram momentos de guerra, como a nossa. Em guerra, por exemplo, não se podia democratizar a comunicação social. A DISA correspondeu a um estágio da situação, de tal modo que o Presidente Agostinho Neto teve a noção exacta disso, quando interferiu no sentido de modificar os parâmetros e os métodos usados pela DISA.
JC – O que lhe ocorre dizer a respeito do 27 de Maio de 1977 e dos acontecimentos que se lhe seguiram?
MR – Foi um desastre nacional, uma geração que se perdeu, pessoas que foram mortas indiscriminadamente. Houve um aproveitamento, a todos os níveis, daquilo que possa ser usado como vingança ou inveja. Devia-se ter feito uma grande assembleia nos anos imediatamente a seguir, uma comissão da verdade que tivesse apurado os actos mais condenáveis, sendo certo que quem começou a queimar pessoas foram os que abriram o leque para que houvesse uma série de vítimas. É preciso perguntar: quem começou? O que não desculpabiliza depois quem utilizou aquele momento para fazer perseguições fora da Lei (a Lei ainda nem sequer estava em verdadeira execução, tudo era feito ainda importado do maquis, da guerrilha). Foi um momento triste da nossa história e que nos penalizou bastante a nível do desenvolvimento intelectual e dos conceitos que deviam valorizar mais a nossa sociedade, como sejam a liberdade e a liberdade de expressão.
JC – O que é que o Huambo, onde nasceu, lhe diz hoje?
MR – Aquilo já não é a minha terra. Nem pelas pessoas que a têm governado.
JC - Considera-se agora um caluanda?
MR – Não. Sou mesmo de Angola.
JC – Continua a escrever poesia? Para quando a retomada dos cadernos “Onze poemas em Novembro”?
MR – Estou em condições de pôr três ou quatro cá para fora, mas preciso de quem os arrume. Para este ano já não vou a tempo, até porque tenho uma série de coisas para fazer.
JC – Sente-se suficientemente reconhecido cá dentro tanto como lá fora?
MR – É diferente. O reconhecimento lá fora é de pessoas que se interessam por literatura. Aqui é de pessoas cujos filhos ou netos leem “Quem me dera ser onda”. À esquina da Martal, as quitandeiras todas quando me veem chamam “ó poeta!”. E quando vou a atravessar a rua há carros que param para me deixar passar. São esses grandes prémios que me emocionam.
JC – Não é muito dado a honrarias públicas ou a efusões cerimoniais. Recusou o prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura, em 2003: pode dizer agora a razão da recusa?
MR – Não costumam perguntar aos que recebem a razão que os faz receber. Eu sei porque não recebi. Não recebi por razões de pudor. É um direito. Quando recebi o prémio Sagrada Esperança, pelo livro “Quem me dera ser onda”, dei o dinheiro ao soldado das FAPLA que abateu o Mirage do exército do apartheid sul-africano, o diploma e a medalha dei à Brigada Jovem de Literatura. Talvez na próxima encarnação eu seja um girassol casado com uma borboleta.
JC – Digamos que o Manuel Rui não é actualmente milionário porque não quis?
MR – Não tinha jeito.
JC – E mesmo hoje recusa-se a beneficiar dos privilégios que podiam advir do seu percurso de participação na luta pela independência e na governação do país?
MR – Tenho uma linha vermelha para viver. E nunca passei essa linha. Vi como se rouba, como se roubou, como todo o mundo se enriqueceu. Pessoas a meu lado. Não estou a condenar ninguém, nem é essa a minha intenção. Aliás, não tínhamos burguesia para investir e muita dessa gente está, usando linguagem da globalização, a “alavancar” o desenvolvimento económico, investindo aqui.
JC – É a ética do escritor a falar mais alto?
MR – É a ética que devia ser de qualquer cidadão. Não consigo separar o cidadão seja do que for: do médico, carpinteiro ou sapateiro. Trabalho com palavras, por prazer. Era bom que o sapateiro também trabalhasse com sola por prazer.
JC – Saiu muito cedo da política activa, formal. Porquê que abandonou a política?
MR – Tinha que sair da política, não tinha jeito. Saio da política directa, governamental, e passo por  departamentos do MPLA: director do DOR (Departamento de Orientação Revolucionária) e depois do DIP (Departamento de Informação e Propaganda). Fui para lá porque me disseram que era necessário e tinha que ser eu. A meio desse tempo fui ter com o Presidente Neto, disse-lhe que queria sair, ele disse-me que seria uma traição e aguentei até ao fim. Abandono mais tarde a política por desprazer.
JC – Está ligado a alguma Universidade, dá aulas?
MR – Ninguém me convidam para falar. Só no outro dia é que cá eu falei numa Universidade. Lá fora convidam-me e pagam-me para falar nas Universidades e escrever para os jornais. Aqui acho que até pagariam  para eu não escrever e para não falar. “Eh pá, já que não estás a escrever toma lá uma kinda de fuba”. Acredito que há por aí baiúcas a que chamam universidades, que se eu lá for falar poderá haver professor a ser rebaixado pelos alunos.
JC – Quer deixar uma mensagem para os jovens?
MR – Dizer que ler enriquece as pessoas e nós precisamos de uma juventude enriquecida de conhecimentos. É lendo que se enriquece.

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Manuel Rui nasceu no Huambo a 4 de Novembro de 1941, de onde partiu, depois de concluir os estudos liceais, para Portugal, onde licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Teve uma actividade política activa, chegando a exercer funções governativas e partidárias (MPLA) nos primeiros anos de Angola independente.

NOTA: Esta entrevista foi publicada originariamente no jornal Cultura de 21 de Julho de 2014.